sexta-feira, 6 de maio de 2016
Imagem de ipod, funny, and music



Encontro com frequência pessoas em meu ambiente de convívio que dizem que antigamente é que as coisas eram boas, diferente de hoje em dia. Dizem isso para várias coisas: música, modos, filmes, economia, educação, etc.

Afirmam que algumas coisas eram mais fáceis de se conseguir e que tudo atualmente é mais complicado, que a situação se aperta a cada dia. Relembram o ontem como se fossem dias gloriosos e que se dariam por satisfeitas se o passado pudesse regressar.

Tenho um tanto de anos vividos, e, ao meu ver, hoje em dia as coisas são tão fáceis quanto são difíceis. Existe uma proporção. No tempo de nossos avós haviam coisas complicadas de se realizar, mas também haviam coisas mais simples, no tempo dos nossos pais e no nosso não é muito diferente. Temos a tendência de esquecer a dificuldade que passamos em algum momento e lembrar apenas daquilo que era fácil e prático.

Acredito que hoje é um dia bom para fazer o que considero importante, tomar algumas decisões triviais porque amanhã, ah... o amanhã não será como hoje. Amanhã algumas coisas estarão mais complexas e a tendência, pelo menos nos jogos, é de os níveis tornarem-se cada vez mais trabalhosos.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Imagem de food, healthy, and avocado

A um tempo atrás eu estava buscando um certo sentido pra minha vida. Na verdade eu sempre fiz isso a minha vida toda mas queria buscar ser boa em algo que pudesse ajudar a mim e a outras pessoas. 

Descobri que de um modo sublime, cozinhar une pessoas, seja para assistir quem cozinha e colocar o papo em dia, seja para descobrir a dois, a três (ou mais) um jeito diferente de se fazer algo como uma churrascada no fim de semana.
Descobri que cozinhar bem não é somente fazer um prato a porção passarinho com ingredientes caros, há muita coisa boa e fácil que pode ser feita em alguns minutos ou até em horas.
Descobri que há muita coisa que a gente vê nas receitas e acha ruim porque considera o ingrediente difícil e caro e quando fui ver, era barato e prático. Acabei experimentando sabores novos também.
Descobri, também, que comida que pagamos uma nota para comer em um restaurante do shopping pode ser feito em casa sem gastar muito.
Descobri que preparar alimentos requer paciência e que isso esvazia a mente, que o resultado disto se torna em algo maravilhoso e bem feito. 
Espero compartilhar isso aqui. Na cozinha descobri muito tentando fazer receitas de internet, mesmo, desde as mais simples (como camarão ao alho e óleo) a mais complicadas (fazer uma yakisoba). Acabei desenvolvendo o meu estilo, e ainda estou desenvolvendo, e espero gravar aqui algumas delas
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Querido Pai,

Hoje faz um ano que você se foi. Desde então ficamos apenas a lembrar de você, de como era o nosso convívio e como tudo ficou depois que você partiu.
Gostaria de te dizer que a gente tem se adaptado (nunca acreditei nessa de superação, pra mim isso sempre foi balela), que a família e os amigos sempre lembram de você, da sua risada e do seu jeito de falar com sotaque nordestino, o seu tratar bem, mesmo que seja a uma pessoa pelo qual não tinhas apreço e o seu querer bem um tanto bruto, feito do seu modo e a seu tempo.

Minha mãe às vezes fica triste e eu me tornei sensível a ela, a Lu também. Ela tinha mais o seu jeito e adotou coisas suas para a vida dela, principalmente o modo de falar. A Ná, bem, a Ná continua bruta e eu e ela formamos a dupla dinâmica que sempre formamos, ela me ajuda e eu a auxilio também. Se você lembrar, ela não era muito delicada apesar de ser a mais arrumadinha de nós, ela não conversa muito mas eu sinto que há dias em que ela fica pensativa também. Ela tem trabalhado bastante e sempre nos falamos a noite, quando chegamos em casa.

Conseguimos dois cachorros, depois que o Pingo morreu de saudades um mês depois que você se foi, um é uma traça completa, destrói as coisas num piscar de olhos mas é amoroso e adora nos "abraçar". O outro a gente diz que ele é "arroz de festa", enquanto o primeiro destrói, ele só acompanha. Ele adora sair para a rua, também, mas quando damos banho nele, ele chora mas se comporta, é manhoso e se joga no chão, virando de um lado para outro quando nos vê chegar em casa.

Fizemos o nosso melhor enquanto você esteve aqui e com isso não nos sentimos mal, sabemos que o tempo e o destino agem ao seu modo. Ainda assim, há dias em que a saudade aperta muito, muito mesmo. Nenhuma de nós esqueceu aquele dia, apesar de termos pontos de vista diferentes, cada uma lembra de como não foi fácil saber da sua partida.

Tempo desses, a nossa avó me mandou uma mensagem, eu achei engraçado porque ela me perguntava se eu ainda ia dormir tarde com o computador do lado a estudar, o Paulo estava do meu lado e disse para o nada "Continua sim", ele me brigava dizendo que eu tinha que comer melhor e dormir direito. Me alimento melhor, posso afirmar, dormir nem tanto.

Curioso foi que a nossa avó mandou mensagem para toda a família, sem avisar ela mesma que estava de partida. Me lembro o quanto ela sofreu por você ter ido antes dela, ela ficava chateada e quando resolveu voltar para a cidade dela, não deixou eu e a Ná irmos, a gente dormiu e ela foi embora sem se despedir. Nossa mãe disse que ela não queria, que ela choraria muito ao se despedir, que ela chorou ao ir embora e nos deixar, sem saber que era para sempre.

Espero que aonde você esteja, que você esteja bem e melhor, que tenha seu merecido descanso. Que você esteja alegrando o ambiente que você esteja ou, quem sabe, buscando a justiça com aquele seu jeito de ser. Para nós você é insubstituível e cada uma de nós temos cravadas na memória as lembranças boas de conviver com você.

Aonde você estiver, se é possível que isso chegue a você, saiba que sempre sentimos a sua falta.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Imagem de wood


Escrever em um blog antigo com historias passadas de certa forma é difícil por conta das tantas historias que aqui ficaram e de tantas outras mais que se sucederam. Muita coisa aconteceu, muitas linhas de pensamento se perderam e eu mesma mudei bastante.

Vivo num espaço onde mudar parece ser algo ruim, se você diz algo e depois se contradiz, as pessoas te apontam o dedo indicador, mostram a sua controvérsia como algo ruim e isso de certa forma me limita, faz com que eu tenha medo de eu dar um passo e errar.

A um bom tempo atrás fiz um post sobre os defeitos que tenho e várias vezes pela minha vida disse que não sou um modelo a ser seguido até porque eu mesma estou a procura de respostas para as minhas perguntas, eu mesma estou tentando me encontrar. Estes são apenas os meus pontos de vista, que podem conter falhas ou serem contraditórios.

Espero depois disso tudo conseguir seguir adiante sem me preocupar com o que passou. A vida segue pra frente, nunca pra trás.

Há um universo de coisas que escrevi mas nunca publiquei, aprendi a ser só e filosofar assim. Tenho minhas idéias e, bem, aqui sempre foi a minha casa. Eu mesma leio e releio meus próprios textos e me admiro porque um texto esquecido, volta e meia me cai como uma solução.

Não vou dar desculpas a mim mesma pelo tempo em que estive fora, digo apenas que voltei...

... e que adoro o número 21
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
DREAMS


Penso que sou como um espírito livre e, como tal, inúmeras possibilidades se abrem para mim. Qualquer pessoa pode fazer o que quiser mas, para isso, é necessário uma certa dose de coragem e ousadia. É preciso tentar sem pensar muito ou planejar demais. 
Dar o primeiro passo para muitas coisas é difícil, eu mesma sei bem como é. Experimentei a um tempo atrás viajar só, tive uma insegurança enorme antes, mas, depois tive um sentimento de liberdade inexplicável como se o mundo fosse um lugar grande a ser descoberto. 

Sou uma pessoa adepta de listas, listo tudo o que quero/tenho que fazer com o receio de esquecer algo. Dá certo porque sinto que aproveito melhor as coisas já que com uma lista, nada se perde.
Minhas listas contém pequenas coisas que juntas se transformam em algo grande. 

Para as férias da faculdade, planejei conhecer lugares na minha cidade e em interiores próximos que ainda desconheço, adicionando tópicos a um álbum de fotos pessoal chamado "Vá aonde quiser quando tiver vontade". A idéia é conhecer os lugares e retratar algo interessante deles, que me chame a atenção. Sem exibicionismos ou selfies no instagram. [Abandonei o método de vida "mostre aos outros que você tem cacife para ir a x lugares e tire selfies assim"], cada lugar tem uma historia interessante, é como um livro aberto que só precisa ser lido/descoberto. 

A poucos dias, após sair de um evento com dois amigos, experimentei a sensação de ver o amanhecer de um ponto histórico da minha cidade, o Monumento de Abertura dos Portos. Eu absorvi aquilo numa profusão de sentimentos. Os pássaros cantavam pois há muitas árvores lá. Eu passei por aquele mesmo lugar várias vezes mas me toquei que nunca absorvi a essência do lugar, sensação experimentada por diversos gringos que todos os dias passam por lá vindo de diversos lugares do mundo. A sensação foi maravilhosa, busco ter experiencias sozinha e em grupo. 

Como um espirito livre, busco pensar (e já disse diversas vezes aqui) que a vida é passageira e muito curta para ver e fazer todas as coisas que eu quero. O curioso das minhas listas é que por mais que eu tente fazer tudo o que nela há, eu nunca concluo pois novas coisas entram, novas coisas eu quero fazer/descobrir. Não acho isso ruim, na verdade até adoro. O mundo é grande e eu sou muito pequena, porém cheia de vontade.
domingo, 16 de agosto de 2015
Se você soubesse a bagunça que faz na minha cabeça, talvez pegaria um dos fios e tentaria organizá-los, sorriria o riso que tanto gosto de ver e talvez me olhasse mais nos olhos. Sua timidez me encanta e faz eu querer destruir os muros que você não deixa eu adentrar.
Você tem a chave e nem sabe, ou talvez saiba porém disfarça. Todos os dias eu apenas penso em maneiras de te agarrar, de te beijar e de sentir o seu toque. Me dá uma agonia tão grande ter você por perto e ao mesmo tempo distante. Eu queria tanto te abraçar por mais horas que o permitido, e te sentir mais perto de mim... Eu acordo pensando em você e vou dormir pensando em você, me sinto prisioneira dos meus sentimentos e escrava da sua atenção. 14.06
sábado, 1 de agosto de 2015
2015

Sempre me questiono sobre a legitimidade das coisas em relação a mim. O certo e o errado são coisas relativas e, algumas das vezes seguir o considerado errado é a melhor decisão que posso tomar. Minha cabeça é uma bagunça total e sempre tento não pensar muito, agir, fazer mais do que eu espero de mim. Não digo que sempre consigo mas pelo menos tento.

Os dias vem e vão e eu cheguei naquela fase em que consigo ver o absoluto sem medo, absoluto no sentido de que sigo os meus instintos e faço minhas vontades sem me preocupar muito com a opinião alheia. Todo mundo tem medo de algo e julgar a vida alheia é mais fácil que cuidar da sua.

Administrar o que é dos outros é mais fácil do que administrar o que é nosso, a grama do vizinho a gente sempre acha que é mais verde... Cuidar de si é um pouco complexo em alguns momentos porém garanto que é mais proveitoso, somente nós sabemos as nossas razões para tomadas de decisões e somente nós conhecemos nosso umbigo para sabermos o que é melhor ou pior para si.

Muito do que queremos fazer requer um tanto de ousadia e coragem, algumas vezes eu mesma fechei meus olhos e me atirei ao desconhecido, fui andando em frente certa do que eu queria mas incerta do que me esperaria. Algumas vezes me arrependi, outras vezes não e até tive histórias para contar.

Histórias.

A vida é mais do que o que a gente vê e passa tão rápido. A gente está aqui só de passagem e como boa viajante, espero conhecer e descobrir coisas e pessoas, quero sentir que minha passagem neste lugar foi proveitosa e praticar minha humanidade sem pensar que sou melhor do que alguém, sem passar por cima dos outros. Eu vou vivendo cada dia e buscando novas inspirações, novos pensamentos e novos ideais. Não há mal em se reinventar, mal há em se limitar e não buscar a felicidade.
sábado, 16 de maio de 2015
(3) The Romantic Stella' s WORLD. | via Facebook

Sempre digo para mim mesma que o dia em que amar alguém como amo meu curso, 
minha vida será completa.

O que mais gosto todos os dias é saber que mesmo andando com pessoas diferentes de mim e com mentalidades diversas, temos uma amizade que toca um ponto tangente: a engenharia
Mesmo que todos falem besteiras, tenham pensamentos que choquem, que sejam esquisitos ou até extravagantes, vamos aprendendo a conviver e buscar maneiras de coexistir.
Apesar de muitos terem um jeito bruto (sério, a engenharia tem esse poder de embrutecer pessoas), em momentos complicados em que alguém pede ajuda, há muita solidariedade vinda, principalmente, de quem menos se espera. Há um abraço apertado, um ombro amigo e até companhia para aulas desencontradas.
Adoro as conversas viajantes, aquelas em que a gente vai descobrindo como a vida funciona (viver é física pura, no lado mecânico da coisa) e, com os colegas, vamos aprendendo mais e mais sobre o que nos cerca, sobre coisas que jamais imaginávamos haver com o campo de estudo (ex: se você usa um machado para cortar o tronco de uma árvore, não importa em que lado você cortou, a tendência da árvore é cair para onde o centro de massa dela for maior)
O curso se divide em vários grupos onde cada grupo tem seu próprio interesse: grupos de gamers, dos que estudam hard, dos que levam o curso com a barriga, dos que jogam dominó, dos zueiros e etc. Cada grupo tem um ponto mas cada integrante intersecciona entre os grupos que gosta.

Apesar de que não seja possível falar com todas as pessoas do curso todos os dias, há um querer bem não dito porém sentido. Um querer bem aos companheiros, um querer bem ao curso.

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