domingo, 11 de dezembro de 2011
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Dias que só vejo pelo meio e depois do entardecer. Pessoas...
Todas elas são sempre iguais ali, fazendo pedidos, sendo atendidas. Algumas reclamam, outros não. Se vão.

Passo horas olhando para o vazio em meio àquela correria, volta e meia encaro rostos e depois viro minha face corada ao me ver encarada. Há dias em que eu sinto que vou explodir, conto até 100 e vou recobrando a paciência. Falo para mim mesma "você escolheu isso, moça" "só mais um tempo" "é necessário"...

Há dias em que tenho meus momentos de alegria, onde as pessoas me olham como se eu não batesse bem das idéias e eu não me explico, não dou a mínima para reclamações, não gosto de me explicar. Não sou normal e não espero ser uma pessoa padrão, é assim que me aceito e sempre foi assim. Há felicidades que guardo somente para mim lá, porque quem desconhece minha existência ou é alheio a mim não pode entender o porque de tais coisas que muitas das vezes parecem insignificantes podem me deixar contentes por horas e horas.

Ultimamente tenho fugido dos papéis principais e me contentado em não aparecer tanto, tenho até me assustado comigo mesma. Tenho andado quieta demais para meu próprio gosto. Tudo o que gosto se tornou repulsivo e justamente as coisas que tinha lhe compartilhado são as que mais tenho odiado, porque odeio sentir como se eu não fosse levada a sério, quando a verdade se mostra de um jeito ruim e eu sei que o confronto será inevitável. Quando descubro as coisas por mim mesma sendo que isso poderia ser evitado. Dor.

Perco as esperanças e refaço meus planos. Junto os caquinhos que caíram no chão, pego um tubo de cola e me sento à mesa. Tento remontar a parte quebrada e digo para mim mesma que "de agora em diante" tudo será diferente, apesar de eu saber que só com o tempo é que as coisas irão se ajeitar e que se eu não ocupar minha mente, será como se eu não tivesse saído do lugar. Coloco tudo para secar ao sol e o tempo em que isso ocorre, fico imersa em mim.

Me recuperando.

Quando as coisas não vão bem eu pego meu celular dentro da bolsa e fico caçando o número dela. Ela bagunça com o meu francês desconcertado, faz trocadilhos com o que aprendo e manda eu jogar minhas preocupações para os ares. Jura que vai me chamar pro ensaio da banda dela. Ficamos a falar besteiras por horas e horas como se fossemos duas crianças (apesar de que quando a conheci eu tivesse passado dessa fase), rimos de nossos dias e de nossas vidas.

Abro as portas em mim e deixo a luz entrar.


1 comentários:

Evelyn Oliveira disse...

adorei!

Uma ótima semana pra ti!
Beijo grande ;)
@evelyncmo
/cupcakerock.blogspot.com

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