quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Conheço bastante da história do Brasil e também da região onde vivo, conheço parte de nossa cultura, escritores e pessoas que tiveram papel fundamental na construção deste país. Conheço nossas raízes e admiro a forma como somos conhecidos como um povo simpático, hospitaleiro, aberto para os estrangeiros, rico em recursos naturais, invejados por saber trabalhar em série e viver com grande alegria.

Temos uma população miscigenada, trabalhadora, e estamos dotados da maior diversidade sob todos os aspectos. Tanto genéticos, vegetais e animais, mas principalmente humanos.
Somos invejados pelo clima que temos, pelos nossos recursos naturais, pela beleza dos nossos aspectos geográficos, mas, sobretudo pelo povo que temos, recursos humanos da melhor qualidade.

Estamos consolidados como democracia, temos um judiciário atuante, estabilidade econômica, garantias que muitos gostariam de assegurar, nenhuma dificuldade racial, religiosa, de fronteiras, nenhuma pretensão militar. Podemos ainda aperfeiçoar a nossa política, a segurança social e pessoal, tudo que depende de nós mesmos. Ate a forma como elegemos nossos candidatos é tida como a mais segura do mundo pois, apesar do nosso voto ser obrigatório, ele é secreto.

Porquê eu falo tudo isso?
Porque também conheço em parte a história de outros países como a França (por ser estudante do idioma) e dos povos que habitavam a América Central. Gosto do Brasil mas também gosto de coisas de fora e, assim como outras pessoas, somos julgadas por isso, por gostar do que vem de fora.

Como cidadã, acredito que devemos gostar de nossa nação para assim gostar das outras. Todo lugar tem seus problemas e suas diferenças, não somos melhores e nem piores. Exerço o meu papel tentando contribuir para um mundo melhor, tratando as pessoas com respeito, buscando respeitar as leis, pagando meus tributos, exercendo minha democracia e exigindo meus direitos.


Tantas pessoas que vivem aqui e desconhecem sua própria cultura, olhando apenas para os erros e falhas e visando outros continentes como se eles não tivesem problemas. Olham para o cenário político como se todos os que ali estão fossem corruptos sem pensar que existem as excessões à regra, vendendo seu voto nos períodos eleitorais sem saber ao menos quais os interesses do candidato escolhido.

Esses dias houveram as eleições para o candidato a presidente dos Estados Unidos. Particularmente não sei quem é de qual partido, o que prometeram ou deixaram de prometer e quais os seus planos de governos lá. Fiquei estatelada ao ver tantas pessoas daqui apoiarem certa candidatura quando metade dessas pessoas não sabiam nem em quem votar aqui.


A grama do vizinho é sempre mais verde, né?
E se ela for sintética?

p.s.: sou quase a Policarpo Quaresma do século XXI

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